Exposição “Pêndulo” de Ana Frois
No dia 31 de outubro, pelas 15H00, a Casa das Artes inaugura “Pêndulo”, a nova exposição da artista Ana Frois, cujo trabalho explora a ideia de registo da passagem do tempo, aleatoriedade e erro, avançando com recurso à repetição e elaboração.
A curadora Lia Cachim escreve que “o movimento hipnótico do pêndulo como o gesto de aproximação ao outro e, duplamente, como gesto de fuga, é o movimento que dá a pensar a relação entre a prática da artista Ana Frois e os seus recetores.
A prática diária do ofício artístico – à semelhança do “escrever diário”/”escrever-diário” – implica um gesto duplo por parte da artista: Ana Frois cria para registar e guardar a experiência do tempo; cria para, desde o interior do quotidiano, lhe dar a qualidade de infinito. Enquanto se resguarda na “arte diária”/”arte-diário”, estende-a para nós, como um convite aberto ao mais íntimo e singular dos seus dias.
O seu trabalho está inscrito numa herança feminina, marcada por um trabalho manual ininterrupto que, no movimento de repetição, encontra o que eternamente retorna – e o que eternamente foge. É neste apagamento do sujeito individual no seio do tempo que Pêndulo ganha corpo e excita a memória coletiva através do silencioso ato revolucionário que é a ressignificação do já visto, do existente apreendido e aceite racional e culturalmente. À semelhança de Rilke, Ana Frois cria atenta a “Um ímpeto inesgotável (…) para captar o imenso, o inapreensível”.
E, de repente, os espinhos já não nos falam das rosas, as folhas já não nos lembram as árvores e os envelopes são mais que mortalhas para dívidas e palavras difíceis. Pêndulo transporta-nos para dentro do (des)encontro em quaternário, onde a artista se dá a conhecer em forma de dado retirado.”
📅 31 — OUT
🕒 15H00
🎟️ Entrada livre
📍 Rua Castro Matoso nº17, Coimbra